sexta-feira, 4 de março de 2011

MIOPIA

O vento vem e molda a rocha
O tempo passa e molda a gente
O passado caminha para atrás
O futuro caminha pra frente
Na é tão fácil enxergar o presente
Com a miopia castigando a lente
Se de outro ponto se vê , tudo se mover
Em ritmo e em cores bem diferentes.

Tudo muda.... o tempo... o vento...
O todo muda tão de repente
Agora ,nem de longe é tão belo
O que antes de perto era tão atraente
É o prego ao bel prazer do martelo
Nas mãos de um carpinteiro cego
Na construção de um enorme castelo

Essa linha de raciocínio ou delírio
É o grande pano de fundo das ideias
Que dão brilho e nova roupagem
As mesmas coisas cinzas de tão velhas
Fazendo renascer o desejo incontrolável
Capaz de acreditar nas formulas geniais
Que transformam todos nós em imortais


O vento passageiro não dá trégua
O tempo tem a gente na palma mão
Resistir é o que resta, resistiremos então
Sem ceder, se preciso for ,até morrer
No final o vento forte e o tempo implacável
Vão ter que entender: Se não é fácil pra nós,
Pra eles também não vai ser.

NADA...?

Nada que não seja tudo me basta, porém...

Vindo dela, uma brisa apenas, me arrasta, me leva além...

E pra piorar o que ja está ruim, ela sabe muito bem o poder que tem sobre mim.