Água limpa pra beber e me banhar;
Ar puro para respirar e viver em paz
com a natureza, atento e aposto em sua
defesa;
Com os pés fincados no chão feito jacarandás;
Com a alma leve qual plumas dos tabuais;
As mãos ocupadas com açucenas, para saudar
o dia de sol ou a chuva de verão nas tardes morenas de calor;
Com o coração aberto feito asas do condor, sobrevoar as faces da mãe-terra
e pousar calmamente em seu leito, feito folha seca, depois de cumprir meu ciclo vital!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
EFÉMERO
Só duas coisas são maiores do que a efemeridade do poder:
Primeira: A força que se faz para conquista-lo;
Segunda: O medo que se sente de perde-lo.
Mesmo assim, estamos sempre disposto a fazer toda essa força...
E depois sentirmos esse medo todo.
Quem de nós tem consciência do tamanho real do seu próprio poder?
Quem de nós acredita na ilusão de ótica da sua própria lente?
A sede pelo poder cega, fecha o coração e tira a leveza da alma...
O voo não causa inveja nem a uma galinha d'angola.
Primeira: A força que se faz para conquista-lo;
Segunda: O medo que se sente de perde-lo.
Mesmo assim, estamos sempre disposto a fazer toda essa força...
E depois sentirmos esse medo todo.
Quem de nós tem consciência do tamanho real do seu próprio poder?
Quem de nós acredita na ilusão de ótica da sua própria lente?
A sede pelo poder cega, fecha o coração e tira a leveza da alma...
O voo não causa inveja nem a uma galinha d'angola.
terça-feira, 9 de junho de 2009
SENHOR DA RAZÃO
Como num passe de mágica,
o futuro se dissolve em presente,
que por sua vez transforma-se em
passado, numa velocidade assustadora;
Alguns quadros, ficam ao bel prazer da lembrança,
pendurados na parede inconsistente da memória;
Outros tomam formas e tamanhos diferentes,
a medida em que vão ficando para traz;
Por fim,desaparecem de vez do retrovisor, de quem
ainda consegue olhar para o lado.
Dar um tempo... eu não tenho esse poder...
Pedir um tempo é pura utopia...
Esse senhor não conhece o diálogo...
Não tem o menor encanto pela democracia...
Tem por princípio " tolerância zero"....
Não me dá o tempo que eu preciso...
Muito menos o tempo que eu quero....
Corre quando eu quero que ele voe ...
Para de vez, vez enquanto anda....
Só pra jogar na minha cara que é ele quem manda.
o futuro se dissolve em presente,
que por sua vez transforma-se em
passado, numa velocidade assustadora;
Alguns quadros, ficam ao bel prazer da lembrança,
pendurados na parede inconsistente da memória;
Outros tomam formas e tamanhos diferentes,
a medida em que vão ficando para traz;
Por fim,desaparecem de vez do retrovisor, de quem
ainda consegue olhar para o lado.
Dar um tempo... eu não tenho esse poder...
Pedir um tempo é pura utopia...
Esse senhor não conhece o diálogo...
Não tem o menor encanto pela democracia...
Tem por princípio " tolerância zero"....
Não me dá o tempo que eu preciso...
Muito menos o tempo que eu quero....
Corre quando eu quero que ele voe ...
Para de vez, vez enquanto anda....
Só pra jogar na minha cara que é ele quem manda.
sábado, 6 de junho de 2009
PLAGIO
Domingo de manhã o sol se levantou,
bebeu todo o orvalho da noite anterior;
O vento matutino, ao seu modo, saudou o dia,
assobiando, numa nota só, uma bela melodia;
Pobre menino não tendo nada com que brincar,
ao ouvir a voz do vento, não se conteve e começou a cantar....
...Cantou aos quatro ventos, nos quatro quartos de lua,
a bela canção do vento, como se ela fosse sua.
bebeu todo o orvalho da noite anterior;
O vento matutino, ao seu modo, saudou o dia,
assobiando, numa nota só, uma bela melodia;
Pobre menino não tendo nada com que brincar,
ao ouvir a voz do vento, não se conteve e começou a cantar....
...Cantou aos quatro ventos, nos quatro quartos de lua,
a bela canção do vento, como se ela fosse sua.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
ME BASTA
Me basta....
Uma caneta pontiaguda feito espinho
sobre o domínio do meu próprio punho
para ferir com destreza a face do papel
imóvel e pálida diante da minha fúria
Me basta...
As reticências como discursos inflamados
em nome daqueles que nunca tiveram
o prazer indescritível de ter uma caneta
e um papel como objetos de obsessão
Me basta...
Escrever torto, sobre retas, frases flechas
cravando forte e fundo o coração do leitor
arrancando-lhe, sem dor, o último suspiro
prenunciando o agonizante ponto final.
Uma caneta pontiaguda feito espinho
sobre o domínio do meu próprio punho
para ferir com destreza a face do papel
imóvel e pálida diante da minha fúria
Me basta...
As reticências como discursos inflamados
em nome daqueles que nunca tiveram
o prazer indescritível de ter uma caneta
e um papel como objetos de obsessão
Me basta...
Escrever torto, sobre retas, frases flechas
cravando forte e fundo o coração do leitor
arrancando-lhe, sem dor, o último suspiro
prenunciando o agonizante ponto final.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
SOMA
Eu sou mais romântico, ela, mais prática;
Eu sou mais poético, ela, mais filosófica;
Eu sou mais clássico,ela, mais popular;
Eu sou mais ela,ela, mais eu.
Eu sou mais poético, ela, mais filosófica;
Eu sou mais clássico,ela, mais popular;
Eu sou mais ela,ela, mais eu.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
CAFUNDÓ
No sopé do monte negro,
uma pequena guaricanga,
atada só com puro imbé
é a morada do camararé
No quité cercado de macúti
cabirí brejeiro e mano-juca,
que de posse de uma bituca,
bafora pra espantar mutuca;
Caipora olha para os lados
a procura de um panapaná...
João-do-mato estropado, só,
no cafundó ao deus dará.
uma pequena guaricanga,
atada só com puro imbé
é a morada do camararé
No quité cercado de macúti
cabirí brejeiro e mano-juca,
que de posse de uma bituca,
bafora pra espantar mutuca;
Caipora olha para os lados
a procura de um panapaná...
João-do-mato estropado, só,
no cafundó ao deus dará.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
ENTRELINHAS
Entrei tranquilo, noite a dentro...
Com calma, virei a madrugada...
Ao pé do ouvido, conversei com a lua...
Sem medo contei às estrelas,
tudo que até então era segredo!
Com muito prazer, feri a lápis,
a face plana do papel escuro;
Em suas retas, sobrepus sinuosas,
na ilusão que as entrelinhas
revelem meu fascínio noturno!
Com calma, virei a madrugada...
Ao pé do ouvido, conversei com a lua...
Sem medo contei às estrelas,
tudo que até então era segredo!
Com muito prazer, feri a lápis,
a face plana do papel escuro;
Em suas retas, sobrepus sinuosas,
na ilusão que as entrelinhas
revelem meu fascínio noturno!
A QUEM DEVE
A quem deve, a pena é leve...mas, ao inocente.....
machuca...fere fundo...mata!
Por isso, a pena de morte não pode ser imposta pela lei dos homens;
Homens são humanos e os humanos são falhos;
Em seus traços mais caracteristicos, salta a sede de vingança,nas disputas mais banais;
Sede de vingança, ao contrário do que pensam alguns, não sacia-se com sangue e nem lava a alma de ninguém,só suja!
machuca...fere fundo...mata!
Por isso, a pena de morte não pode ser imposta pela lei dos homens;
Homens são humanos e os humanos são falhos;
Em seus traços mais caracteristicos, salta a sede de vingança,nas disputas mais banais;
Sede de vingança, ao contrário do que pensam alguns, não sacia-se com sangue e nem lava a alma de ninguém,só suja!
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