Me basta....
Uma caneta pontiaguda feito espinho
sobre o domínio do meu próprio punho
para ferir com destreza a face do papel
imóvel e pálida diante da minha fúria
Me basta...
As reticências como discursos inflamados
em nome daqueles que nunca tiveram
o prazer indescritível de ter uma caneta
e um papel como objetos de obsessão
Me basta...
Escrever torto, sobre retas, frases flechas
cravando forte e fundo o coração do leitor
arrancando-lhe, sem dor, o último suspiro
prenunciando o agonizante ponto final.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
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